07 junho, 2009

perdi o vôo

Desculpem, mas eu não vejo a menor necessidade em me preocupar com um avião que desapareceu nos ares, quando a minha vida é que está em pedaços. Porque eu me permito agora uma dose exagerada de egoísmo e insensibilidade para com as dores alheias - estou cansada de me preocupar com elas, de esperar afeto, dedicação e cuidado.

Sem julgamentos de valor ou tentativas inúteis de mensurar amizade em mim cativada pelos outros. Cada um no seu cada qual, é no que devo focar. Fechar mais um ciclo, é só isso que quero (e espero) conseguir. E será um mérito unicamente meu, claro.

Tentarei dormir agora e sem usar a tv como abajur, porque já me basta de destroços boiando no Atlântico por hoje.

Um comentário:

Luís Diniz disse...

Não se fala em outra coisa.
Enfim, cada um no seu Air Bus.